A Europa Ocidental é símbolo da democracia e organização, alcançadas com o bem estar social promovido pelos governos. Esta foi uma medida de segurança contra as revoluções ocorridas no período da Rússia “comunista” (no comunismo não existe Estado!). Ainda sim, devemos separar o que é elite do que não é elite. Sabemos que nem toda a população dos países desenvolvidos vive bem, mas com certeza encontramos exemplos mais expressivos de pobreza em países subdesenvolvidos.
Ainda nos questionamos como certos países europeus se tornaram tão bem sucedidos. Acredito que com a quantidade de ouro explorada pela Espanha em terras indígenas e recebida pela Inglaterra (principalmente pela parte portuguesa) não existiria mais fome na América Latina. Essa exploração custou, até hoje, o subdesenvolvimento das ex-colônias agrárias. O esforço para alcançar o desenvolvimento é barrado por ações protecionistas desses mesmos países, que não querem perder sua hegemonia. O pior de tudo é que eles são a minoria, e nós a maioria. O controle da informação, das formas de expressão, da política e cultura geram uma dependência gigante.
O interesse estrangeiro no terceiro mundo rendeu mals frutos para os explorados. Durante a colonização do Brasil, além de portugueses e espanhóis, tentaram se apossar das terras os holandeses e franceses, estes últimos pelo controle do comércio de pau-brasil no litoral, utilizando os tupinambás como instrumento. Os espanhóis dizimaram de todas as formas os indígenas que encontraram pela frente. Franceses, ingleses, alemães, portugueses, belgas, espanhóis e italianos dividiram a África em retalhos, exploraram e separaram seus povos, território e cultura. Na África do Sul, colonizada pelos ingleses, ocorreu a maior desmostração de segregação racial. No Haiti, antiga colônia francesa, escravos negros (maioria no país) revoltaram-se contra a grande exploração dos colonos brancos e, mesmo buscando a independência, continuam com sérios problemas sociais. Outro exemplo de imperialismo está na China, onde cada país imperialista pegou seu padaço de pizza e se saiu bem.
A ação do neocolonialismo foi tão devastadora quanto a colonização da América pelos espanhóis e portugueses nos séculos XVI e XVII. A Europa representou, há alguns séculos, o que os EUA representam para nós em relação à dominação cultural, econômica e política. Não vejo porque exaltar aqueles que nos exploraram durante tantos anos. E continuam explorando. Os recursos naturais utilizados na Revolução Industrial e nas posteriores Revoluções Tecnológicas (superadas pelo Japão e EUA) consumiram grande quantidade de energia, poluindo o ambiente de tal forma que hoje sofremos essas consequências não só com o aquecimento global, mas também com os resíduos nucleares enterrados, com a “Bolha de Plásticos” no Oceano Pacífico, com as chuvas ácidas levados a milhares de quilômetros dos pontos emissores de poluição, e por aí vai. Atualmente, uma das maiores preocupações são os resíduos eletrônicos, que utilizam metais pesados e não tem destinação certa na maioria dos casos.
É certo que consideramos superiores aqueles que nos exploram. Afinal, quem somos e de que lado estamos?


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